Os propósitos da oração!
- ipmateusleme
- 24 de jan. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 13 de set. de 2023
O fato de Deus ser soberano, presciente, governar e sustentar o universo, não isenta a oração sincera e piedosa do cristão. Há quem questione a legitimidade da oração uma vez que Deus já conhece nossas necessidades. A instrução dada para orar se torna mais relevante a nós do que ao próprio Deus, afinal, a oração é um diálogo direto, onde por meio dela o cristão se vale de suas petições. Esta verdade é ratificada pelo teólogo reformador João Calvino:
“... Aqueles que, porém, assim raciocinam, não
atentam para que fim o Senhor instruiu os seus a
orar, pois não ordenou isso propriamente por sua
própria causa, mas, antes, pela nossa.”1
Porém, o propósito de orar vai além de petições, está ligado diretamente com uma ordenança, com a glória de Deus e seu meio providencial em suster o universo. Acerca do propósito da oração R. C. Sproul diz;
"A soberania de Deus é própria razão por que oramos,
visto que cremos que Deus tem, em seu poder, o
ordenar as coisas de acordo com seu propósito."2
Além de se ter a graça de Deus manifesta no fato de em Sua providência estabelecer a oração como diálogo e objetivos diversos como; intercessão, petição, invocação e gratidão, é também manifesto três finalidades no exercício oratório; Cumprimento de uma ordenança bíblica, promover a glória de Deus em nossas necessidades e, por fim
, nos atender, como Sproul escreve;
"Tudo que Deus faz é, primeiramente, para a sua glória e,
em segundo lugar, para nosso benefício. Oramos porque
Deus nos ordena orar, porque a oração o glorifica e porque
ela nos beneficia".3
Percebe-se que a oração, mais do que ser um meio de petição, possui outros propósitos, a saber; cumprir uma ordem divina afim de moldar o caráter de quem ora, e redundar
glória para Deus.
Rev. Igor Aleixo
Referências:
1. CALVINO, João. As Institutas, volume III. São Paulo. Editora Cultura Cristã. 2002 p. 318-319.
2. SPROUL, R.C. A Oração Muda As Coisas? São José
dos Campos, São Paulo. FIEL Editora, 2013, p.23
3. SPROUL, R.C. 2013, p.23.




Comentários