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"Santidade na Igreja"

  • ipmateusleme
  • 13 de set. de 2023
  • 2 min de leitura

Acima de tudo, a mensagem de Cristo aos cristãos de Tiatira é uma advertência de que eles estão em grave perigo espiritual. O risco não está vindo de fora da igreja e sim de dentro. A igreja está tolerando a presença de uma falsa profetiza e seus discípulos (2.20). Com efeito, a influência dessa árvore má e seus frutos maus (Mateus 7.15-20) está comprometendo o professo noivado de Tiatira com Cristo (ver 2 Coríntios 11.2-3). Nós entendemos melhor a ameaça posta por esses lobos ao analisarmos o pano de fundo de Tiatira. Tiatira se destacava pelo grande número de corporações de sindicatos (relacionados especialmente a tecidos e armaduras) que nela prosperavam. A influência desses sindicatos na vida civil era considerável.

Rigorosamente todo mês, eles patrocinavam refeições comuns para os seus membros, banquetes que envolviam adoração ao imperador romano com divindades padroeiras locais e, freqüentemente, imoralidade sexual. Não se acomodar a essas práticas pagãs colocava alguém em significativo risco econômico, particularmente se esse alguém desejasse progredir nos negócios e na sociedade. Jezabel induzia os crentes ao pecado: “Vocês conhecem as ‘coisas profundas’ (Apocalipse 2.24) que estão em jogo aqui. Vocês sabem que “o ídolo nada é” (1 Coríntios 8.4); vocês sabem que “todas as coisas são lícitas” a vocês (6.12). Então, vão ao banquete; comam, bebam e se divirtam! Vocês precisam ganhar a vida, não é?”. Não é de surpreender que o Senhor da igreja tenha chamado a falsa profetiza de Tiatira pelo depreciador apelido de “Jezabel”.

Em Israel, aquela rainha gentia do maligno rei Acabe havia perseguido os profetas de Deus e promovido a típica adoração sexualmente desenfreada a Baal (1 Reis 16.31-33; 18.4; 21.25; 2 Reis 9.22). Temos nós ouvidos para ouvir a mensagem de Cristo a Tiatira? Acaso o engodo da estabilidade econômica levou nossas igrejas a tolerarem o falso ensino? Nossos antepassados protestantes viram sua igreja tornar-se uma prostituta sujeita ao julgamento de Cristo. Então, eles renunciaram a Jezabel; eles aceitaram perder “famílias, bens, prazer” e vir “a morte enfim chegar” e assim seguiu a Reforma.

Que nós também nos arrependamos de nosso desejo promíscuo por estabilidade econômica neste mundo babilônio; que ponhamos um fim em nosso adultério com mestres que nos seduzem para longe da santa segurança da Jerusalém de cima e do mundo por vir.


Rev. Igor Aleixo

 
 
 

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